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O Curso de Medicina da Universidade do Minho foi estruturado, desde a sua origem, em completa adequação com o processo de Bolonha. Os primeiros 3 anos curriculares conferem o grau de Licenciatura em Ciências Básicas de Medicina e no final dos 6 anos curriculares os estudantes obtêm o grau de Mestre, ficando qualificados para o acesso a todas as especialidades médicas disponíveis no espaço europeu. O plano de estudos do curso, o MinhoMD, foi introduzido em 2020/21 com um currículo mais diversificado, personalizado e autónomo, em que os estudantes definem o seu percurso, matriz que se mantém com a revisão curricular de 2026/27. O MinhoMD foi desenhado e revisitado em conjunto por toda a comunidade da Escola de Medicina (dos docentes e investigadores aos estudantes), bem como por representantes de instituições de saúde, antigos estudantes ou pacientes.
 
Porquê Medicina na Universidade do Minho?
 
(1) O papel central do estudante

As atividades curriculares são desenhadas com o objetivo de promover o papel ativo do estudante no seu processo de aprendizagem, por oposição a metodologias de ensino mais passivas, em que o docente tem o papel principal. O curso proporciona os momentos de aprendizagem adequados, a disponibilidade constante de tutores e professores e as ferramentas de aprendizagem de que o estudante necessita. Como contrapartida, é-lhe exigido o máximo empenho, interesse e autodisciplina. A avaliação é um instrumento para um aperfeiçoamento constante. Os momentos de avaliação estão distribuídos ao longo do ano letivo, o que exige ao estudante um investimento contínuo na sua aprendizagem. Além dos estudantes, também os docentes e as áreas curriculares são avaliados.

 
(2) Orientado para a Comunidade
 
O exercício da Medicina é um ato social. Por isso, o Curso de Medicina da Universidade do Minho não se faz só dentro das paredes da Escola, mas também ao encontro da comunidade em que se insere. Do 1.º ao 6.  ano, as diferentes áreas curriculares promovem essa inserção e o desenvolvimento de competências in loco, através de um contacto mais premente com pacientes e unidades de saúde, desde o 1.º ano na nossa Escola.

(3) Método de ensino focado no raciocínio clínico

O nosso método de ensino sempre foi inovador e procurou dar as melhores ferramentas para criar médicos com um raciocínio clínico eficaz e competências transversais. Com o MinhoMD vamos mais longe na forma como os estudantes aprendem.


Em vez de memorizar doenças (sinais e sintomas, meios de diagnóstico, tratamento e gestão do doente) e depois perceber se se enquadram nos sintomas do doente, o estudante aprende a pensar a partir daquilo que as pessoas transmitem numa consulta ou urgência, por exemplo. Ou seja, o raciocínio parte da queixa do doente e, a partir daí, o estudante deve chegar ao diagnóstico e ao tratamento - exatamente como os doentes que procuram auxílio nas unidades de saúde. Além de ser muito mais relevante para a prática médica futura, é também de referir que esta abordagem é muito mais próxima do modo como é realizado atualmente o exame de acesso às especialidades médicas (em que os estudantes da Escola de Medicina da Universidade do Minho têm tido nos últimos dez anos sempre as melhores classificações médias).


(4) Ensino mais personalizado e flexível 
 

O estudante tem a oportunidade de completar o seu currículo ao longo do curso, explorando interesses e futuros percursos profissionais.

O currículo é altamente focado no estudante, permitindo-lhe explorar e desenvolver todos os seus interesses e potencial. Assim, os estudantes são responsáveis pela definição do seu próprio currículo, desenhando o seu percurso através de unidades opcionais (que constituem cerca de 20% do total), incluindo a possibilidade de frequentar perfis em áreas diversas (como economia, gestão, psicologia, imagiologia, ciência de dados ou investigação biomédica) ou de participar em iniciativas de voluntariado, mobilidade ERASMUS+, investigação ou outras atividades, definindo o seu ritmo de conclusão do curso (que pode ser concluído em menos tempo ou estendido com a realização de doutoramento durante o curso).

O plano de estudos oferece um amplo leque de opções, que se coadunam com a capacidade de criar médicos diferenciados e profissionais de saúde vocacionados para diferentes áreas.. Além das diferentes experiências e realidades com que o estudante se cruza, o próprio percurso curricular dita uma maior capacitação do futuro médico.


(5) Aposta na Investigação Científica
 
• Investigação no ICVS - O Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), classificado com Excelente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é constituído por uma equipa multidisciplinar que desenvolve investigação em Desenvolvimento e Neoplasia, Microbiologia e Infeção, e Neurociências, em colaboração com centros de investigação de todo o mundo, publicando várias dezenas de artigos por ano em revistas de impacto internacional. Os alunos têm possibilidade de participar nos projetos desenvolvidos no ICVS. (www.icvs.uminho.pt)
 
• Investigação integrada no Currículo - O currículo apresenta atividades laboratoriais desenhadas para o desenvolvimento de competências de investigação. Também nos Projetos de Opção o aluno pode investir nesta área.
 
• Programa integrado MD/PhD - Pela primeira vez uma Universidade Portuguesa, com as Universidades de Thomas Jefferson (Filadélfia, EUA) e Columbia (Nova Iorque, EUA), oferece aos alunos a possibilidade de realizar um doutoramento durante o Curso, obtendo assim a dupla titulação de MD/PhD. Como parte da preparação para o programa, a Escola permite aos candidatos o desenvolvimento de competências experimentais em estágios laboratoriais realizados no ICVS.

 
(6) Competências clínicas
 

A Escola de Medicina criou o Laboratório de Aptidões Clínicas (LAC), um espaço inovador aberto todos os dias em horário pós-escolar, onde os estudantes podem, sob supervisão de um tutor clínico, aperfeiçoar as suas competências clínicas.

Treino de Gestos Clínicos - Todos os gestos clínicos, desde o exame físico do doente até à sutura de uma ferida ou colheita de sangue venoso, exigem uma técnica correta e muita prática. O Laboratório de Aptidões Clínicas oferece ao estudante acompanhamento personalizado e a mais moderna tecnologia em material médico e de simulação clínica para aprender e treinar todos os gestos, de modo a executá-los corretamente e com confiança.

Aprendizagem com doentes estandardizados - A história clínica é muitas vezes a chave para o diagnóstico. Por isso, aprender a colhê-la corretamente e a gerir a relação com o doente é fundamental para o futuro médico. O LAC recorre a atores treinados para simularem várias patologias e a ambientes próximos dos reais (urgência, consulta, etc).


(7) Artes e humanidades
 
Uma conceção humanista da Medicina levou à criação de espaços curriculares para além do estritamente biológico e clínico. Nas unidades curriculares de Humanidades e Desenvolvimento Pessoal e Professional, transversais ao longo do curso, são exploradas áreas do saber como filosofia, ética, história, literatura e outras formas de arte. Como dizia o nosso fundador, Professor Joaquim Pinto Machado, "nada do que é humano, é estranho ao médico".