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O Curso de Medicina da Universidade do Minho foi estruturado, desde a sua origem, em completa adequação com o processo de Bolonha. Os primeiros 3 anos curriculares conferem o grau de Licenciatura em Ciências Básicas da Medicina e no final dos 6 anos curriculares os alunos obtêm o grau de Mestre, ficando qualificados para o acesso a todas as especialidades médicas disponíveis no espaço europeu.
 
Algumas das características do Curso de Medicina:
 
(1) O papel central do aluno
As atividades curriculares são desenhadas com o objetivo de promover o papel ativo do aluno no seu processo de aprendizagem, por oposição a metodologias de ensino mais passivas, em que o docente tem o papel principal. O curso proporciona os momentos de aprendizagem adequados, a disponibilidade constante de tutores e professores e as ferramentas de aprendizagem de que o aluno necessita. Como contrapartida, é-lhe exigido o máximo empenho, interesse e autodisciplina. A avaliação é um instrumento para um aperfeiçoamento constante. Os momentos de avaliação estão distribuídos ao longo do ano letivo, o que exige ao aluno um investimento contínuo na sua aprendizagem. Além dos alunos, também os docentes e as áreas curriculares são avaliados.
 
(2) Orientado para a Comunidade
 
O exercício da Medicina é um ato social. Por isso, o Curso de Medicina da Universidade do Minho não se faz só dentro das paredes da escola, mas também ao encontro da comunidade em que se insere. Do 1º ao 6 ano, as diferentes áreas curriculares promovem essa inserção e o desenvolvimento de competências in loco.
 
Estágio em Centro de Saúde (1º ano): Acompanhamento do dia-a-dia de um médico de família da região.
 
​• Introdução à Medicina Clínica (3º ano)/Residências em Centros de Saúde e Residências Hospitalares (4º, 5º e 6º anos): A aprendizagem clínica, que começa no 3º ano, decorre em diferentes Centros de Saúde e Hospitais da região. A rotação pelos diferentes estabelecimentos de saúde permite experienciar distintas realidades (meio rural/meio urbano, hospital central/hospital distrital, etc).
 
(3) Aposta na Investigação Científica
 
Investigação no ICVS - O Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), classificado com Excelente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é constituído por uma equipa multidisciplinar que desenvolve investigação em Desenvolvimento e Neoplasia, Microbiologia e Infeção, e Neurociências, em colaboração com centros de investigação de todo o mundo, publicando várias dezenas de artigos por ano em revistas de impacto internacional. Os alunos têm possibilidade de participar nos projetos desenvolvidos no ICVS. (www.icvs.uminho.pt)
 
Investigação integrada no Currículo - O currículo apresenta atividades laboratoriais desenhadas para o desenvolvimento de competências de investigação. Também nos Projetos de Opção o aluno pode investir nesta área.
 
Programa integrado MD-PhD - Pela primeira vez uma Universidade Portuguesa, com as Universidades de Thomas Jefferson (Filadélfia, EUA) e Columbia (Nova Iorque, EUA), oferece aos alunos a possibilidade de realizar um doutoramento durante o Curso, obtendo assim a dupla titulação de MD/PhD. Como parte da preparação para o programa, a Escola permite aos candidatos o desenvolvimento de competências experimentais em estágios laboratoriais realizados no ICVS.
 
(4) Uma estrutura curricular flexível
 
O aluno tem a oportunidade de completar o seu currículo ao longo do curso, explorando interesses e futuros percursos profissionais:
 
Residências opcionais (5º ano) - Durante este período cada estudante fará a aprendizagem da prática clínica num serviço hospitalar à sua escolha, explorando especialidades médicas pelas quais sente mais afinidade ou interesse.
 
Projecto de Opção (P.O.) (1º, 2º, 4º e 6º anos) - Ao longo do curso os alunos realizam vários projectos de opção. O tema e o local da aprendizagem, no País ou no Estrangeiro, são escolhidos por cada estudante.
 
(5) A integração curricular
 
Os primeiros 3 anos do curso estão na sua generalidade organizados em módulos de 4 semanas onde diversas áreas científicas se organizam de forma integrada em função de temas específicos (p.e. Sistema cardiovascular e respiratório; Sistema urinário; Sistema reprodutor). A partir do 4º ano as disciplinas clínicas também se organizam em módulos de acordo com temas comuns, abordados de forma integrada. (p.e. osteoporose). A aprendizagem está organizada em blocos de 4 a 13 semanas de permanência em estabelecimentos de saúde (Residências), complementados com seminários temáticos e discussão de casos clínicos.
 
(6) Artes e humanidades
 
Uma conceção humanista da Medicina levou à criação de espaços curriculares para além do estritamente biológico e clínico. Nos Domínios Verticais (1º ao 5º anos) são exploradas áreas do saber como filosofia, ética, história, literatura e outras formas de arte.
 
(7) Competências clínicas
 
A Escola de Medicina criou o Laboratório de Aptidões Clínicas (LAC), um espaço inovador aberto todos os dias em horário pós-escolar, onde os alunos podem, sob supervisão de um tutor clínico, aperfeiçoar as suas competências clínicas.
 
Treino de Gestos Clínicos - Todos os gestos clínicos, desde o exame físico do doente até à sutura de uma ferida ou colheita de sangue venoso, exigem uma técnica correta e muita prática. O Laboratório de Aptidões Clínicas oferece ao aluno acompanhamento personalizado e a mais moderna tecnologia em material médico e de simulação clínica para aprender e treinar todos os gestos, de modo a executá-los corretamente e com confiança.
 
Aprendizagem com doentes estandardizados - A história clínica é muitas vezes a chave para o diagnóstico. Por isso, aprender a colhê-la corretamente e a gerir a relação com o doente é fundamental para o futuro médico. O LAC recorre a atores treinados para simularem várias patologias e a ambientes próximos dos reais (urgência, consulta, etc).
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